15 de abril de 2009
A falta dos Pais
Quando perdemos um dos nossos Pais , Sentimo-nos como uma árvore a quem apodreceram metade das raízes e ficamos agarrados à terra apenas por metade delas . Quando perdemos o segundo , sentimos que ficamos ao cimo da Terra sem nenhuma raíz para nos manter de pé . Hoje faz 3 anos que fiquei sem o último dos meus Pais , a minha pequenina grande mãe . Ela foi uma grande força da natureza, resistiu, resistiu, resistiu . Hoje tb é dia do seu aniversário. Se eu pudesse dar-lhe os Parabens, pelos seus 91 !
2 de abril de 2009
Acordo ortográfico.
Esta nova linguagem falada pelos jovens (especialmente de algumas camadas socias e determinada faixa etária ) faz-me uma confusão dos demónios. Pergunto: ainda há quem tenha coragem de achar que os Prof agora não ensinam nada? E será que os Profs conseguem entender o que eles dizem e escrevem?Sinceramente, eu hoje viagei de autocarro com um pequeno grupo de alunos que entraram na paragem junto à escola e da conversa que faziam não percebi quase nada . Não haverá possibilidade de criar uma espécie de acordo ortográfico para esta lingua? E já não falo dos palavrões que por miudos e não miúdos a céu aberto por aí se dizem e que no meu tempo fariam corar oum carroceiro. A finura e a estética a esta gente dirá alguma coisa?Oh valha-nos DEUS!
30 de março de 2009
29 de março de 2009
26 de março de 2009
Contrastes
Hoje, ao deambular pela cidade , absorta nos meus afazeres ,saltou-me à vista uma fiada de árvores floridas,nos diversos tons de rosa, branco, lilás, que se estendiam ao longo de uma alameda. Aí está a Primavera em todo o seu esplendor,disse para mim. De repente, ao virar a esquina ,outro quadro ,se bem que de tons mais acinzentados me surgiu: um casal de velhotes ternurentos de mãos dadas apanhavam sol. É o Inverno da vida que vem chegando , concluo eu. Este último quadro emocionou-me, será porque tambem eu me vou já situando no final do Verão?
24 de março de 2009
Se eu mandasse!
Na peça de teatro (A casa de Bernarda Alba )de Frederico Garcia Lorca, a dada altura surge na aldeia a notícia de que uma jovem teve um filho e o matou, mas os cães desenterraram-no e puseram à luz do dia o seu crime. As mulheres da Aldeia escorraçaram-na e gritavam : Matem-na ! matem-na! Ponham-lhe carvões a arder no Sítio do pecado!Era o que eu faria ao monstro Austríaco ,se eu mandasse .
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